GOVERNO FORMALIZA CESSÃO DE ÁREA PARA MEGA TERMINAL DE CELULOSE NO PORTO DE RIO GRANDE
O Porto de Rio Grande, no Rio Sul, deu um passo decisivo para consolidar sua posição como um dos principais hubs logísticos do Cone Sul. Na última sexta-feira, o Ministério da Gestão e da Inovação formalizou o contrato de cessão de área com a Terminal Rio Grande do Sul S.A. O documento viabiliza a construção de um novo Terminal de Uso Privado (TUP), empreendimento que já contava com o aval do Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) desde o início do ano.
O projeto que integra o robusto plano de expansão "Projeto Natureza" do grupo CMPC, projeta uma capacidade de escoamento anual de 5 milhões de toneladas de celulose. A infraestrutura planejada impressiona pelo dimensionamento técnico. Serão erguidos dois berços de atracação para navios de grande porte, dois para barcaças e um armazém graneleiro com capacidade estática para 194 mil toneladas. A operação desenha um fluxo multimodal altamente eficiente, conectando a futura unidade produtiva da CMPC em Barra do Ribeiro ao porto marítimo por meio de hidrovias interiores.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o investimento reflete o compromisso do governo federal em alinhar a infraestrutura nacional ao ritmo de crescimento do setor produtivo. "Nosso papel é garantir que os investimentos portuários eliminem gargalos históricos, ampliem a eficiência logística e confiram maior competitividade às exportações brasileiras", destacou.
A consolidação deste novo TUP no Rio Grande do Sul representa mais do que um avanço setorial. Trata-se de um marco para a infraestrutura multimodal do país. Para a Modal Consult o projeto da CMPC ataca diretamente um dos maiores desafios do ecossistema de transportes brasileiro, - a subutilização das vias navegáveis interiores.

Ao estruturar a operação com base no transporte por barcaças a partir de Barra do Ribeiro, o projeto reduz custos operacionais significativos por tonelada transportada, e também promove uma drástica redução na pegada de carbono da cadeia logística, retirando milhares de caminhões das rodovias gaúchas diariamente. Sob a ótica regulatória e de mercado, a agilidade na transição do contrato de adesão para a efetiva cessão da área demonstra uma maturidade institucional importante entre a ANTAQ, o Ministério da Gestão e o setor privado. A Modal Consult avalia que este empreendimento eleva o patamar de eficiência do Porto de Rio Grande, transformando o estado em um modelo de integração hidro-portuária que deveria ser replicado em outras regiões hidrográficas do Brasil. (Fonte: Agência Infra, 14/09/2026)
GOVERNO FORMALIZA CESSÃO DE ÁREA PARA MEGA TERMINAL DE CELULOSE NO PORTO DE RIO GRANDE




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