ARCO NORTE É A NOVA VEIA DO ESCOAMENTO AGRÍCOLA BRASILEIRO
- gabrielaluisaconti
- 22 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Hidrovias amazônicas movimentam 49,7 milhões de toneladas e consolidam o Arco Norte como eixo estratégico do agronegócio
Os corredores hidroviários do Arco Norte têm o seu papel central no escoamento da produção agrícola do Brasil, marcando uma mudança estrutural na logística de exportação do país. Segundo o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre janeiro e outubro deste ano foram transportadas 49,7 milhões de toneladas de soja e milho por rotas da região, que deixaram de ser mera alternativa aos portos do Sul e Sudeste para disputar protagonismo no fluxo comercial (Conab, Boletim Logístico, nov. 2025).
No período, 37,2% da soja e 41,3% do milho exportados pelo Brasil partiram de terminais do Norte, demonstrando a capacidade crescente desses portos em absorver volumes significativos e reduzir gargalos logísticos. A combinação entre modal rodoviário e navegação fluvial tem promovido queda de custos, redução de prazos e maior competitividade frente a mercados distantes, como Europa e Ásia em trechos longos, o transporte por barcaças pode sair até 50% mais barato que o modal rodoviário.

A consolidação do Arco Norte apoia-se em polos logísticos estratégicos, entre os quais se destacam Miritituba (PA), Porto Velho (RO) e o recém-estruturado terminal de Caracaraí (RR). Esses pontos servem de base para comboios que descem pelos rios Tapajós, Madeira e Amazonas até portos de transbordo e embarque, como Itacoatiara, Santarém e Barcarena.
Em resposta à necessidade de garantir navegabilidade permanente, o Ministério dos Portos e Aeroportos (MPor) vem optando por contratos de longo prazo para dragagem e sinalização, substituindo intervenções pontuais e emergenciais. Somente para os rios Amazonas e Solimões, as novas contratações previstas para dragagem e implantação de sinalização totalizam mais de R$ 370 milhões para os próximos cinco anos (MPor).
Além disso, a modernização da frota que opera na região tem avançado com apoio do Fundo da Marinha Mercante: - estaleiros no Amazonas estão construindo barcaças e empurradores, fortalecendo a indústria naval local, ampliando a capacidade logística e aumentando a resiliência do sistema de escoamento frente às variações sazonais de calado e às pressões do mercado internacional.
O fortalecimento do Arco Norte representa, assim, um rearranjo logístico estratégico de grande impacto econômico, com potencial para reduzir custos de exportação, dinamizar cadeias produtivas regionais e diversificar rotas marítimas do agronegócio brasileiro (Fonte: Conab e MPor).
ARCO NORTE É A NOVA VEIA DO ESCOAMENTO AGRÍCOLA BRASILEIRO







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