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CONTRATO DE R$ 467 MILHÕES DESTRAVA OBRA DA FERROVIA OESTE-LESTE NA BAHIA

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Novo traçado resolve impasse ambiental e técnico permitindo a continuidade do projeto entre Guanambi e Caetité.

 

Um dos principais entraves para a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL II) na Bahia foi superado com a assinatura de um contrato de R$ 467,9 milhões pela Infra S.A.. A medida, oficializada (5/03), garante a execução das obras remanescentes no Lote 05FC, um segmento de 35,75 quilômetros entre os municípios de Guanambi e Caetité.


O Consórcio A.Gaspar/Vipetro será o responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo e pela construção do trecho. O contrato, firmado em regime integrado, tem vigência de 47 meses, com um prazo de execução de 43 meses após a emissão da ordem de serviço.


O desafio central da obra estava no traçado original, que passava próximo à Barragem e à Vila de Ceraíma, onde residem cerca de 700 pessoas. O redesenho do projeto afasta a ferrovia do local, preservando o reservatório que abastece o perímetro irrigado da área e faz parte do Sistema Adutor do Algodão, estrutura hídrica que atende diversas cidades da região.

A solução de engenharia elimina um gargalo que persistia por mais de uma década e oferece maior segurança jurídica e técnica ao empreendimento, um passo considerado decisivo para a futura estruturação do ativo.


Imagem da Internet
Imagem da Internet

"Reestruturamos o traçado, fortalecemos a governança ambiental e organizamos uma matriz de riscos transparente para dar previsibilidade a um trecho sensível", afirmou Jorge Bastos, diretor-presidente da Infra S.A. "Estamos falando de um manancial estratégico, de uma comunidade consolidada e de uma atividade mineral tradicional. O novo projeto garante segurança hídrica, proteção às moradias e viabilidade operacional da ferrovia", destacou.


A reconfiguração do traçado também considerou a proximidade com uma mina subterrânea de ametistas em Brejinho das Ametistas. No segmento 05FC2, está previsto um corte em rocha a aproximadamente 100 metros das galerias de extração, uma área de geologia fragilizada. O projeto incorpora soluções para controle de vibrações e monitoramento geotécnico.


FIOL II


Com 481 quilômetros de extensão, a FIOL II ligará Caetité a Barreiras, consolidando um corredor logístico que escoará a produção do interior baiano até o porto de Ilhéus. No futuro, a ferrovia se conectará à Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), formando o eixo FICO-FIOL.


A expectativa é que o sistema, quando estiver em plena operação, tenha capacidade para transportar até 50 milhões de toneladas de grãos e minérios por ano. A infraestrutura é vista como fundamental para facilitar o escoamento da produção agrícola da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e ampliar a competitividade da mineração no estado. (Fonte: Infra S.A)


CONTRATO DE R$ 467 MILHÕES DESTRAVA OBRA DA FERROVIA OESTE-LESTE NA BAHIA

 
 
 

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