AGENDA BRASIL MAIS COMPETITIVO ATACA GARGALOS LOGÍSTICOS DO PAÍS
- há 2 dias
- 2 min de leitura
Nova carteira de 24 projetos prioritários do MDIC estima uma economia de R$ 341 bilhões e desbloqueio de gargalos históricos de transporte.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou a Agenda Brasil Mais Competitivo, uma carteira de 24 projetos prioritários focados em destravar o ambiente de negócios nacional. Sob a coordenação da Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR), a iniciativa projeta uma economia de R$ 341,6 bilhões por ano ao atacar entraves estruturais nos eixos de infraestrutura, insumos básicos e regulação jurídica.
A nova agenda sucede e amplia a antiga Agenda de Redução do Custo Brasil, incorporando variáveis de transformação digital, inovação e inserção internacional. O redesenho reflete a urgência de consolidar a eficiência logística como política de Estado. Segundo o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, a descontinuidade de políticas de competitividade gera hiatos de desenvolvimento cuja reconstrução demanda esforço desproporcional de longo prazo.
Para o setor de infraestrutura de transportes, o anúncio sinaliza um avanço crucial. Os projetos foram estruturados a partir de demandas reais do setor produtivo, validadas por uma consulta pública na plataforma Brasil Participativo que recebeu 273 contribuições entre março e maio deste ano. A participação ativa de entidades como a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Movimento Brasil Competitivo (MBC) confere robustez e alinhamento técnico às propostas selecionadas.
Na avaliação da Modal Consult, a transição de uma agenda focada estritamente na "redução de custos" para uma visão de "competitividade integrada" é um marco analítico importante. No transporte multimodal, o custo não é definido exclusivamente pela tarifa do frete, mas, sobretudo, pela previsibilidade jurídica, burocracia aduaneira e eficiência regulatória. Ao focar na modernização do ambiente regulatório e na desburocratização, o governo ataca o "custo invisível" que historicamente afasta o capital privado de concessões de longo prazo.

A projeção de economia de R$ 341,6 bilhões anuais é factível se houver sinergia real entre o MDIC e o Ministério dos Transportes. A eficiência logística brasileira, historicamente penalizada pela dependência do modal rodoviário e pela subutilização de ferrovias e hidrovias, depende diretamente da simplificação de licenças e da segurança jurídica para investimentos em terminais de integração.
Espera-se que as medidas facilitem o fluxo de investimentos privados, reduzindo o lead time de projetos de infraestrutura e otimizando a cadeia de suprimentos nacional. O curto e médio prazo, a implementação desses projetos deve se traduzir em maior liquidez para novos leilões de concessão e na redução do custo logístico total do PIB brasileiro. (Fonte: MDIC)
BRASIL MAIS COMPETITIVO ATACA GARGALOS DO PAÍS
