A REVOLUÇÃO LOGÍSTICA DO NORDESTE PERPASSA PELA TRANSNORDESTINA E PECÉM
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O início das obras do Terminal de Uso Privado (TUP) da Nordeste Logística (Nelog) no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no Ceará, consolida o passo mais estratégico para a infraestrutura de transportes do Nordeste na última década. Viabilizado por meio de uma parceria com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e um investimento de R$ 1,3 bilhão, o novo empreendimento conectará diretamente os trilhos da ferrovia Transnordestina aos berços de atracação do porto. A iniciativa visa eliminar os históricos gargalos de transbordo entre o interior produtor e o litoral cearense, com previsão de início das operações para 2028.
O projeto da Nelog no Nordeste possui uma área inicial de 84 hectares, equivalente a 120 campos de futebol, e potencial de expansão dentro dos 19 mil hectares do CIPP, o terminal foi projetado para receber granéis sólidos e líquidos, fertilizantes, carga geral e contêineres.
A eficiência operacional será garantida por soluções de engenharia de alta performance, como a construção de uma "pera ferroviária", estrutura em alça que permite o retorno de trens sem necessidade de manobras complexas, uma moega ferroviária para grãos, viaduto ferroviário e uma ponte exclusiva para descarga de minério. Na ala de armazenagem, o destaque fica para três armazéns de grãos com capacidade de 125 mil toneladas cada, dimensionados para dar vazão à crescente safra agrícola nacional.
A viabilidade do TUP Nelog está intrinsecamente ligada ao avanço da Transnordestina, ferrovia de 1.206 quilômetros que ligará Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém/CE, cruzando 53 municípios. Atualmente, a Fase 1 da ferrovia apresenta 82% de avanço físico, com conclusão prevista para o final de 2027. O ritmo das obras atingiu patamares históricos recentes, registrando a montagem de até 1,69 quilômetro de via em um único dia.

Sem o terminal de recepção no Pecém, o investimento de R$ 15 bilhões na ferrovia perderia eficiência no escoamento de grãos da fronteira agrícola do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e de minérios do Piauí. O Porto do Pecém, que já movimentou expressivas 20,9 milhões de toneladas em 2025 (uma alta de 7% em comparação a 2024), prepara-se para absorver gradualmente mais 30 milhões de toneladas por ano com o novo terminal, consolidando-se como um dos principais hubs de exportação do país.
A REVOLUÇÃO LOGÍSTICA DO NORDESTE




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