PROJETO SUCURIÚ: GRUPO ARAUCO INVESTE R$ 2 BI EM TERMINAL PORTUÁRIO EM SANTOS PARA EXPORTAÇÃO DE CELULOSE
- 8 de abr.
- 2 min de leitura
Com aval da Antaq, projeto integra terminal portuário e ferrovia, consolidando um corredor de exportação para o bilionário Projeto Sucuriú.
Aprovada no final de março pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a aquisição de um Terminal de Uso Privado (TUP) no Porto de Santos (SP) pela gigante chilena Arauco representa um movimento estratégico para a logística nacional. O projeto, que prevê investimentos de R$ 4,4 bilhões em infraestrutura portuária e ferroviária, é a peça-chave para garantir o escoamento da produção da nova megafábrica de celulose da companhia, o Projeto Sucuriú, em construção em Inocência (MS).
O plano de investimentos da Arauco é dividido em duas frentes principais que, juntas, criam um corredor logístico dedicado e de alta capacidade. Para o Terminal Portuário serão alocados R$ 2 bilhões na adequação do terminal na Alemoa. O montante abrange obras complexas como dragagem, a construção de um novo berço de atracação, um armazém com capacidade estática adequada e a implantação de acessos rodoferroviários eficientes. Com uma área de 200 mil m², a estrutura foi projetada para movimentar até 3,55 milhões de toneladas de celulose anualmente, volume alinhado à capacidade produtiva da nova planta industrial.
Para conectar a fábrica à malha principal, um investimento adicional de R$ 2,4 bilhões será destinado à construção de uma ferrovia de 45 quilômetros. Este ramal ligará a unidade produtiva à Malha Norte, operada pela Rumo, garantindo uma solução de transporte de longa distância mais sustentável e competitiva. A operação contará com uma frota robusta de 26 locomotivas e 721 vagões.

Este arranjo logístico refere-se ao Projeto Sucuriú, um empreendimento de US$ 4,6 bilhões que posicionará a Arauco como um player relevante na produção de celulose no Brasil. Com previsão de início das operações para o segundo semestre de 2027, a planta será a maior do seu tipo no mundo, com capacidade para 3,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto por ano.
Na visão da Modal Consult, o movimento da chilena Arauco não é um caso isolado, mas a consolidação de uma tendência macro no setor de commodities. Ao controlar o terminal portuário e o acesso ferroviário, a companhia mitiga a exposição à volatilidade de fretes, congestionamentos em portos públicos e gargalos operacionais de terceiros. A decisão de investir em um terminal próprio no Porto de Santos é arrojado. O complexo portuário, que já recebe investimentos vultosos de outros operadores como a DP World para expansão de capacidade, está em um processo de modernização contínua. A Arauco, ao garantir seu espaço, assegura sua rota de exportação, e se posiciona estrategicamente no porto mais competitivo do país.
Segundo a Modal Consult, este modelo "fábrica-ferrovia-porto" é um exemplo claro de como a integração de infraestrutura pode reduzir o Custo Brasil. Ao otimizar o transporte de longa distância sobre trilhos e garantir prioridade no embarque, a empresa cria uma vantagem competitiva duradoura, fundamental para um mercado global de celulose com margens cada vez mais disputadas.
PROJETO SUCURIÚ: GRUPO ARAUCO INVESTE R$ 2 BI EM TERMINAL PORTUÁRIO EM SANTOS PARA EXPORTAÇÃO DE CELULOSE




Comentários