BRASIL AVANÇA EM CONCESSÕES PARA AMPLIAR E MODERNIZAR SUAS VIAS NAVEGÁVEIS
- há 21 horas
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Com um potencial logístico ainda subaproveitado, o Brasil avança na estruturação de concessões para modernizar e expandir suas hidrovias, apostando em um modal mais sustentável e de menor custo para ampliar a competitividade do país no comércio internacional. A iniciativa, que visa atrair investimentos privados, concentra-se em diversificar a matriz de transportes, hoje excessivamente concentrada no modal rodoviário.
Do ponto de vista da Modal Consult, a aposta nas concessões hidroviárias representa um ponto de inflexão estratégico para a infraestrutura nacional. A medida não apenas abre uma nova e atrativa fronteira de investimentos, com forte apelo a capitais alinhados a critérios de sustentabilidade, mas também ataca um dos principais gargalos logísticos do país. A modernização das vias navegáveis tem o potencial de redefinir as cadeias de suprimentos, especialmente para o agronegócio e a mineração, gerando uma redução de custos que se refletirá em toda a economia.

O governo, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), estruturou o Plano Geral de Outorgas (PGO) Hidroviário, que mapeia e organiza os trechos com maior viabilidade para a exploração privada. Projetos estratégicos como os das hidrovias do Amazonas (Barra Norte), Tapajós, Madeira e Paraguai estão no centro dessa agenda, que promete destravar investimentos por meio de modelos de negócio bem definidos e com segurança jurídica.
"Investir em hidrovias é um compromisso do governo brasileiro com a competitividade econômica e a preservação ambiental", afirma o atual ministro Tomé Franca. "Quando integramos os rios ao transporte de carga, estamos criando uma logística mais inteligente, que reduz custos para o produtor e equilibra nossa matriz de transportes."
O Brasil detém a maior rede hidrográfica do planeta, com 41 mil quilômetros de extensão, mas explora apenas 48% de sua capacidade economicamente viável. Vias como a HN-100 Rio Amazonas já demonstram a importância estratégica desses corredores, conectando mais de 70 terminais e abastecendo áreas remotas na região Norte. A expansão e modernização dessa malha são fundamentais para a integração territorial, podendo contribuir ainda com o cumprimento das metas de descarbonização assumidas pelo país.
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